Não sei porquê abundam de novo as inscrições nas paredes dos prédios de Lisboa. Sou contra mas deve ser da idade. Há 30 anos eram mensagens mais ou menos revolucionárias ou convocatórias. Lembro duas das muitas
Greve geral – 1º de Maio
Greve geral – Todos os dias
1º de Maio – dia do trabalhador
1º de Maio – o orgulho de ser escravo
As de agora ou não trazem mensagem ou são esotéricas.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
domingo, 30 de março de 2008
escolhas da treta
É dia de ver «as escolhas de Marcelo». Mais do que interesse é vício. Lá verei Maria da Flor Pedroso a fazer reverentemente de “yes, wooman” e pouco mais e a apoucar-se com um muitas vezes repetido “professor”. Professor que, para mim ainda é o que ensina, não o que opina. «Os meus comentários são sempre tendencialmente favoráveis ao PSD, mesmo quando não parecem» (durante uma aula aos militantes da secção D do PSD Lisboa – Expresso 21 de Março de 2008).
Perante isto que autoridade tem MRS para ridicularizar Jorge Coelho por, sendo comentador no “Quadratura do Círculo”, intervir num encontro de PS,s? E que independência nos garante nos seus comentários? Ó Professor, pelo menos poupe-nos à petulância das notas. Os seus ouvintes já tiveram muitas oportunidades de as receber (e, no meu caso, de as dar) em contextos mais adequados. E modere-se no ritmo (se isso lhe é possível). É que, se chamaram “picareta falante” ao A. Guterres então MRS deveria ser qualquer coisa como “metralha falante”.
Perante isto que autoridade tem MRS para ridicularizar Jorge Coelho por, sendo comentador no “Quadratura do Círculo”, intervir num encontro de PS,s? E que independência nos garante nos seus comentários? Ó Professor, pelo menos poupe-nos à petulância das notas. Os seus ouvintes já tiveram muitas oportunidades de as receber (e, no meu caso, de as dar) em contextos mais adequados. E modere-se no ritmo (se isso lhe é possível). É que, se chamaram “picareta falante” ao A. Guterres então MRS deveria ser qualquer coisa como “metralha falante”.
domingo, 23 de março de 2008
Acabo de ler «O Lago Azul» (Fernando Campos). História linear construída a partir das infelicidades de D. António Prior do Crato, breve e infeliz rei de Portugal, e descendentes. Que encanto de literatura! Que suavidade narrativa (o Vento nem mesmo nos momentos de tragédia chega a ser ciclone )! Que autêntica cultura! E também que sageza! Na genérica pífia literatura portuguesa moderna que bálsamo para aqueles que procuram nas letras portuguesas o verdadeiro vernáculo moderno! Eia! Sus! Jovens aprendizes de escritor, apreciem e imitem o trabalho de pesquisa que o A. fez para produzir esta pequena mas valiosa pérola da nossa literatura.
Hoje satisfiz o meu gosto pela culinária e cozinhei para a Família
Cordeiro à minha maneira (4 pessoas)
Corta-se 1,5kg de cordeio (borrego, anho) em pedaços pequenos e limpam-se muito bem de toda a gordura. No fundo do tacho põe-se um ramo de louro e água a cobrir). Quando estiver a ferver botam-se lá para dentro os pedaços de cordeiro. Enquanto ferve(20’)
vai-se tirando o bedum com a espumadeira até a água ficar completamente clara. É altura de introduzir os tempêros: vinho branco (0,5 l), 12 dentes de alho, bastante azeite (se for virgem melhor), uma colher de chá de piripiri (malagueta, gindungo, guinda) e sal qb. Por cima as batatas (cortadas em pedaços granditos). Quando estas estiverem cozidas colocar um ramo de hortelã por cima, tapar e desligar. Cobre-se o fundo do prato com fatias de pão (durinho ou torrado) e o caldo a seu gosto. Acompanhar com salada (azedas, cunqueiros, agriões, rabaças ou, não havendo, chicória ou mesmo alface). O vinho deve ser tinto e graduado (14 ou 15º) mas convém não exagerar.
Em tempo : é um privilégio o borrego ter sido criado na Viladala.
Cordeiro à minha maneira (4 pessoas)
Corta-se 1,5kg de cordeio (borrego, anho) em pedaços pequenos e limpam-se muito bem de toda a gordura. No fundo do tacho põe-se um ramo de louro e água a cobrir). Quando estiver a ferver botam-se lá para dentro os pedaços de cordeiro. Enquanto ferve(20’)
vai-se tirando o bedum com a espumadeira até a água ficar completamente clara. É altura de introduzir os tempêros: vinho branco (0,5 l), 12 dentes de alho, bastante azeite (se for virgem melhor), uma colher de chá de piripiri (malagueta, gindungo, guinda) e sal qb. Por cima as batatas (cortadas em pedaços granditos). Quando estas estiverem cozidas colocar um ramo de hortelã por cima, tapar e desligar. Cobre-se o fundo do prato com fatias de pão (durinho ou torrado) e o caldo a seu gosto. Acompanhar com salada (azedas, cunqueiros, agriões, rabaças ou, não havendo, chicória ou mesmo alface). O vinho deve ser tinto e graduado (14 ou 15º) mas convém não exagerar.
Em tempo : é um privilégio o borrego ter sido criado na Viladala.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Como de costume, e com o costumado prazer,passeio pela Frederico Arouca, Cascais.Desta vez desvio ocasional pela Rua da Saudade. Surpresa! No nº 13 lápide «Mircea Eliade,Bucarest,9-3-1907,Chicago,22-4-1986.Escritor.Viveu nesta casa.15 de Outubro de 2001».Impulso: ir para casa e reler «O sagrado e o profano - a essência das religiões»[Ed. Livros do Brasil, trad. de Rogério Fernandes].
Da badana :«Obra mundialmente considerada,«O sagrado e o profano...permite-nos verificar que o sagrado e o profano constituem duas modalidades de ser no mundo, duas situações existenciais assumidas pelo homem ao longo da sua história...Em última instância, os modos de ser sagrado e profano dependem das diferentes posições que o homem conquistou no cosmos e, por consequência, interessam não só ao filósofo mas também a todo o investigador desejoso de conhecer as dimensões possíveis da existência humana».
Da badana :«Obra mundialmente considerada,«O sagrado e o profano...permite-nos verificar que o sagrado e o profano constituem duas modalidades de ser no mundo, duas situações existenciais assumidas pelo homem ao longo da sua história...Em última instância, os modos de ser sagrado e profano dependem das diferentes posições que o homem conquistou no cosmos e, por consequência, interessam não só ao filósofo mas também a todo o investigador desejoso de conhecer as dimensões possíveis da existência humana».
quinta-feira, 20 de março de 2008
A «Sábado» desta semana (nº 203) traz uma investigação exclusiva sobre «os negócios milionários da Igreja em Portugal». Curiosamente são os Salesianos os mais evidenciados:
-5 milhões de € num loteamento em Vendas Novas
-Terreno em Braga – 1,5 milhões
-Piscina coberta em Manique – 3 milhões.
O pobre do D. Bosco deve estar às voltas no túmulo.
A Confraria do Sameiro tem um investimento de 4,5 milhões em construção de albergaria (com restaurante, spa, duas piscinas aquecidas, jacuzi, banho turco, massagens, ginásio e solário). Em turismo religioso a diocese de Braga recolhe 500 milhões por ano. No Santuário do Bom Jesus há 3 «hotéis sagrados». Tem quintas e 20 edifícios em Guimarães.
O patriarcado de Lisboa possui a urbanização Jardins de Cristo Rei com 228 metros quadrados que vale 5 milhões para além de uma propriedade de 8 hectares para construção. O anterior Cardeal (D. António Ribeiro) deixou ao sucessor (D. José Policarpo) 5 milhões. Os consultores financeiros são de peso - Lobo Xavier e Jardim Gonçalves.
Santuário de Fátima : as receitas são tão elevadas(17,2 milhões em 2005) que deixaram de divulgá-las como protesto contra a obrigação de descontar 20% de IRC sobre os juros dos depósitos. A nova Igreja da Santíssima Trindade custou 70 milhões e – pasme-se !– foi paga sem recurso a crédito.
Em síntese, conclui o artigo :«o património global da Igreja portuguesa impressiona : terá mais de 20 mil edifícios entre santuários, igrejas, capelas seminários, templos e museus».
Aix, cada vez sou mais admirador de Cristo.
-5 milhões de € num loteamento em Vendas Novas
-Terreno em Braga – 1,5 milhões
-Piscina coberta em Manique – 3 milhões.
O pobre do D. Bosco deve estar às voltas no túmulo.
A Confraria do Sameiro tem um investimento de 4,5 milhões em construção de albergaria (com restaurante, spa, duas piscinas aquecidas, jacuzi, banho turco, massagens, ginásio e solário). Em turismo religioso a diocese de Braga recolhe 500 milhões por ano. No Santuário do Bom Jesus há 3 «hotéis sagrados». Tem quintas e 20 edifícios em Guimarães.
O patriarcado de Lisboa possui a urbanização Jardins de Cristo Rei com 228 metros quadrados que vale 5 milhões para além de uma propriedade de 8 hectares para construção. O anterior Cardeal (D. António Ribeiro) deixou ao sucessor (D. José Policarpo) 5 milhões. Os consultores financeiros são de peso - Lobo Xavier e Jardim Gonçalves.
Santuário de Fátima : as receitas são tão elevadas(17,2 milhões em 2005) que deixaram de divulgá-las como protesto contra a obrigação de descontar 20% de IRC sobre os juros dos depósitos. A nova Igreja da Santíssima Trindade custou 70 milhões e – pasme-se !– foi paga sem recurso a crédito.
Em síntese, conclui o artigo :«o património global da Igreja portuguesa impressiona : terá mais de 20 mil edifícios entre santuários, igrejas, capelas seminários, templos e museus».
Aix, cada vez sou mais admirador de Cristo.
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